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	<title>Cartas do Futuro</title>
	<link>http://www.cartas.flybysky.net</link>
	<description>Uma visão panorâmica de sociedades e civilizações.</description>
	<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 03:16:19 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>CÂMERA DANIFICADA</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 02:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hisashi Imafuku</dc:creator>
		
	<category>Presentes</category>
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		<description><![CDATA[Revê-la
um pouco mais cheinha
no supermercado predileto,
da minha cidade natal,
vestido que eu preferia,
tiara que sempre aconselhei&#8230;
Nas mãos, uma gôndola e requeijão&#8230;
A minha memória enguiça,
o meu olhar embaça,
sem saber, o fotômetro,
onde está mesmo a felicidade,
à focalizar.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Revê-la</p>
<p>um pouco mais cheinha</p>
<p>no supermercado predileto,</p>
<p>da minha cidade natal,</p>
<p>vestido que eu preferia,</p>
<p>tiara que sempre aconselhei&#8230;</p>
<p>Nas mãos, uma gôndola e requeijão&#8230;</p>
<p>A minha memória enguiça,</p>
<p>o meu olhar embaça,</p>
<p>sem saber, o fotômetro,</p>
<p>onde está mesmo a felicidade,</p>
<p>à focalizar.
</p>
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		<title>SUBLIME RAIVA</title>
		<link>http://www.cartas.flybysky.net/?p=37</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 08:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hisashi Imafuku</dc:creator>
		
	<category>Futuros</category>
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		<description><![CDATA[Há uma dor em nós,
bem maior
que a dor que provocamos.
É uma dor perdida,
uma dor que esquecemos.
Que de tão grande,
e nós,
tão pequenos;
a vista ainda não alcançava
a dimensão,
a imensidão,
a vastidão
das periferias;
as negras nuvens
se formando
rapidamente ao
leste.
Peste!
A morte é breve,
é só um suspiro.
A morte é uma constante,
é um viajar.
A morte é pequena,
é um instante.
A morte não é pena
se for [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma dor em nós,</p>
<p>bem maior</p>
<p>que a dor que provocamos.</p>
<p>É uma dor perdida,</p>
<p>uma dor que esquecemos.</p>
<p>Que de tão grande,</p>
<p>e nós,</p>
<p>tão pequenos;</p>
<p>a vista ainda não alcançava</p>
<p>a dimensão,</p>
<p>a imensidão,</p>
<p>a vastidão</p>
<p>das periferias;</p>
<p>as negras nuvens</p>
<p>se formando</p>
<p>rapidamente ao</p>
<p>leste.</p>
<p>Peste!</p>
<p>A morte é breve,</p>
<p>é só um suspiro.</p>
<p>A morte é uma constante,</p>
<p>é um viajar.</p>
<p>A morte é pequena,</p>
<p>é um instante.</p>
<p>A morte não é pena</p>
<p>se for um alívio.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>FINADO</title>
		<link>http://www.cartas.flybysky.net/?p=35</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 11:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hisashi Imafuku</dc:creator>
		
	<category>Passados</category>
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		<description><![CDATA[Os homens
somos pretensiosos
por natureza.
Passam-se anos-luzes
e ao nascer,
ainda feto,
credita
que sabe mais
do que sabe menos.
Passam-se séculos
e ao morrer,
discreto,
professa
que viveu mais
do que viveu menos.
Alguns anos morto,
e ao relembrar,
desafeto,
confesso
que fora idiota mais
do que idiota menos.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os homens<br />
somos pretensiosos<br />
por natureza.</p>
<p>Passam-se anos-luzes<br />
e ao nascer,<br />
ainda feto,<br />
credita<br />
que sabe mais<br />
do que sabe menos.</p>
<p>Passam-se séculos<br />
e ao morrer,<br />
discreto,<br />
professa<br />
que viveu mais<br />
do que viveu menos.</p>
<p>Alguns anos morto,<br />
e ao relembrar,<br />
desafeto,<br />
confesso<br />
que fora idiota mais<br />
do que idiota menos.
</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>PALIAR</title>
		<link>http://www.cartas.flybysky.net/?p=34</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 08:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hisashi Imafuku</dc:creator>
		
	<category>Futuros</category>
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		<description><![CDATA[Sorriso incontido,
chutes espontâneos ao deitar,
mão súbita que tapeia,
fome após o jantar,
hérnia inventada,
uma sorte a lamuriar,
acordar chorando,
vultos saindo do ar,
tremedeiras ao vento,
briga de vizinhos ao luar,
lágrimas sobre o óculo,
mãe num canto a soluçar,
paixão por Monroe na TV,
pai dormindo na porta do bar.
Sinais do tempo ,
vidas a desmoronar.
Eis que a vida,
é mesmo, um descambar.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sorriso incontido,</p>
<p>chutes espontâneos ao deitar,</p>
<p>mão súbita que tapeia,</p>
<p>fome após o jantar,</p>
<p>hérnia inventada,</p>
<p>uma sorte a lamuriar,</p>
<p>acordar chorando,</p>
<p>vultos saindo do ar,</p>
<p>tremedeiras ao vento,</p>
<p>briga de vizinhos ao luar,</p>
<p>lágrimas sobre o óculo,</p>
<p>mãe num canto a soluçar,</p>
<p>paixão por Monroe na TV,</p>
<p>pai dormindo na porta do bar.</p>
<p>Sinais do tempo ,</p>
<p>vidas a desmoronar.</p>
<p>Eis que a vida,</p>
<p>é mesmo, um descambar.
</p>
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		</item>
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		<title>DELETÉRIO</title>
		<link>http://www.cartas.flybysky.net/?p=33</link>
		<comments>http://www.cartas.flybysky.net/?p=33#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2007 11:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hisashi Imafuku</dc:creator>
		
	<category>Futuros</category>
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		<description><![CDATA[Na minha raiva
é que paira
o meu amor.
O meu medo,
a qual não cedo,
é a minha bravura.
A vida é breve
e não se atreve,
se deixamos de viver.
Então me calo
como um fado
a acontecer.
Desisto da vida,
ela que seja atrevida,
ao me prender.
E como fosse
bastante doce
o meu caminho,
é num sonho
que componho
meu entardecer.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha raiva</p>
<p>é que paira</p>
<p>o meu amor.</p>
<p>O meu medo,</p>
<p>a qual não cedo,</p>
<p>é a minha bravura.</p>
<p>A vida é breve</p>
<p>e não se atreve,</p>
<p>se deixamos de viver.</p>
<p>Então me calo</p>
<p>como um fado</p>
<p>a acontecer.</p>
<p>Desisto da vida,</p>
<p>ela que seja atrevida,</p>
<p>ao me prender.</p>
<p>E como fosse</p>
<p>bastante doce</p>
<p>o meu caminho,</p>
<p>é num sonho</p>
<p>que componho</p>
<p>meu entardecer.
</p>
]]></content:encoded>
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